MESTRE DOS MAGOS

A vida sem magias

O chá de lingerie

 O amigo estava muito misterioso com a noitada. Como ele não era disso, resolveu apertar.

- Falaê fio, qual é a dessa noitada aí?
- Parada aí, cara.
- Parada aí é o caralho. O que é, porra?
- Noitadinha.
- Noitadinha teu cu! O que é? Onde é? Com quem é?
- Ah cara…
- Qual foi? Tá me limando.
- Na boa? Tô sim.
- Por quê?
- Por quê eu tô armando a maior operação pra ir nessa parada sozinho. Se eu te levar, tu vai querer botar no blog e eu vou me fuder.
- Ihhhhhhhh… noitada boa então! Fala aí.
- Não.
- Porra! Vai se fuder, cara. Vai ficar de bichice?
- Cara, se você colocar isso lá tu vai me queimar muito sério.
- Não vou colocar.
- Promete?
- Claro!
- Seguinte. Sabe a Andressa e a Andréa?
- As gêmeas? Claro! Neníxiosas.
- Então é aniversário delas hoje.
- Hummmmmmm… é nox! Mas por que você não queria me contar
- Então, agora vem a melhor parte…
- Fala logo, porra! Tá parecendo Lost, meia hora pra sair de trás de uma árvore.
- A festinha vai ser chá de lingerie.
- Como assim?
- Os convidados em vez de presente, levam lingerie.
- …
- Aí no final, elas experimentam os presentes e tal.
-…
- Tá aí, cara?
- …
- Alô?
- Cara…
- Porra, responde!
- Deixa eu ver se eu entendi: vai rolar uma festinha com duas gêmeas fazendo desfile de lingerie. É isso?
- É.
- E tu ia me limar, é isso?
- Você não sabe ficar com a boca fechada. Não posso deixar essa parada vazar. Tô armando uma mega operação pra dar perdido na minha mina. Até meu avô vai entrar na parada. Vai me ligar lá pra casa dela me chamando porque tá passando mal.
- Pô, maneirão, hein? Vai lá então. Curte lá.
- Cara, foi mal, mas essa porra desse teu blog já me fudeu três vezes.
- De burro que você é. Aposto que tua mina te pergunta se era você e você diz que era.
- Não é isso. Tem estorinha que não dá pra dizer que não era.
- Bom, foda-se. Que horas a gente vai.
- A gente? O caralho!
- Cara, eu vou. Vou fazer o bobo e ligar pra elas pra dar os parabéns. Elas vão me chamar e foda-se você.
- Elas estavam cheias de parada pra eu não ir, porque só ia ter mulher.
- Pooooooooorra, melhor ainda!
- Mas cara, sem blog, pelo amor de Deus!
- Claro, cara. Fica tranqüilo.

“Vou pra uma festa de gêmeas de calcinha e não vou colocar aqui? Aham…”

- E aí, Andressa?
- Andréa, nego.
- Porra, até a voz de vocês é igual.
- HAHAHAHAHA. Tudo bem, mocinho?
- Tudo bem, bonitona. Parabéns, hein?
- Obrigada!
- Vai ter festinha?

Vontade de rir.

- Vai sim. Mas não sei se posso te chamar.
- Ué? Por quê?
- Porque você é muito tarado.
- Hummmmm… suruba, é?
- Não pô. Vai rolar um chá aqui em casa.
- Chá de quê? Cogumelo, trombeta, essa paradas? Nem curto.
- Nãaaaao, HAHAHAHAHAHAHA.
- Então é chá de quê?
- De lingerie.
- Oxi. E faz chá? Tem que usar antes, né?
- Não idiota. É uma festa. Em vez de presente, os convidados trazem lingerie.
- Oooooooooooooooooooopaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
- Aí, tá vendo por que eu não ia te chamar?
- Não vai homem nenhum?
- Só Sandrinho e Nico.
- Sandrinho é viado. Nico é um filho da puta, porque não me contou.
- Eu disse a ele pra não contar pra ninguém.
- Viadinho. De fofoquinha com menina. Daqui a pouco tá de esmalte.
- HAHAHAHAHAHA.
- Mas vem cá,… vocês experimentam os presentes?
- Claro, né?
- Hummmmmmmmmm,… e as convidadas? Vão de lingerie também?
- KKKKKKKKKKK. Tá querendo demais, não?
- Ué, se já vão ter gêmeas, as convidadas são o de menos.
- Tarado!
- Então. Posso ir?
- Ah, agora pode, né? Mas vê se traz alguma coisa bonita. Aliás duas, uma pra mim e uma pra minha irmã.
- Pode deixar.

“Rá!”

Chamou o amigo no MSN.

- Se fudeu, otário! As minas me chamaram.
- Puta que pariu, me fudi.
- O caralho!
- Cara, é sério,… sem blog, pelo amor de Deus!
- Deixa de ser bichota, moleque!
- Bichota é o caralho! Você fica com essa merda aí e eu é que me fodo sempre.
- Não vou escrever.
- Então beleza.

Na hora marcada, encontrou o amigo num bar em Copacabana.

- E aí, trouxe o que, fio?
- Calcinha e sutiã.
- Pras duas?
- É.
- Sem criatividade.
- Tu trouxe o quê nessa caixinha aí? Um cachorro?
- Parece, né? HAHAHAHAHAHA
- É sério. Que porra é essa?
- Espartilhos.
- Hummmmmmm… mandou!
- Os dois com o sutiã transparente. Já tô imaginando as duas desfilando de peitinho rosinha pela casa.
- São marrons.
- Ah é?
- É. Já peguei a Andressa.
- Hummmmmm, verdade. Mas sem problema.
- São bonitos. Empinadaços.
- Além deles, tem uma surpresa também.
- Ah, é? O que é?
- Surpresa, imbecil.
- Então foda-se você.
- HAHAHAHAHAHA. Partiu?
- Bora.

O prédio onde elas moravam era um desses em Copacabana com milhões de apartamentos por andar, normalmente povoados de meninas de vida fácil.

- Deve dar umas putas aqui nesse esquema, hein?
- Só deve.
- Será que elas tem amigas putas? Puta bebe um copo de guaraná e já tá mostrando o peito.
- Adooooooooooooooro. Leva um guaraná então.
- HAHAHAHAHAHAHA.

Mal falaram e duas “moças” chegaram ao hall dos elevadores.

- Oi ném. Qual é a desse embrulhinho aí? Tá indo pro chá das gêmeas também?
- Tô sim, ném.

Vontade de rir.

- Demorou, lek! Tava boladona que só ia ter mulher na parada. Maneiro que elas chamaram uns bofes.
- Né não? Mas só eu que sou homem. Ele ali é viado.

O amigo ficou puto.

- Teu cu!

As meninas gostaram.

- Meu nome é Kelly. O dela é Sharon.
- Apropriado.
- Hein?
- Nada não. Prazer Kelly, prazer Sharon.
- Prazer.
- O que vocês trouxeram de bom aí?
- O nosso é surpresa. Acho que elas nem vão querer experimentar na frente de vocês.
- Fiquei com a mesma impressão quando comprei o meu.
- HAHAHAHAHAHAHAHA. Vai por mim, gato. Duvido que você comprou a mesma coisa que eu.
- Então tá.

Chegaram ao 14º andar. Do hall já ouviram o barulho vindo do apartamento.

- Deve estar cheio, hein?
- Ih ném, a mulherada do prédio ficou doida quando soube da festinha.
- Ah é?
- Aham. Vai ter é muita gente aí hoje.
- Adooooooooooooooooooro.

Realmente a aglomeração já começava na porta do apartamentinho. Um calor do caralho, cheiro de suor, perfume barato, maconha e cigarro. Entrou e foi direto pra janela. Uma das gêmeas veio falar com ele.

- Gente, desculpa o aperto. Não sabia que vinha tanta gente.
- Que nada. Bom que vai ter mais presentes pra gente apreciar.
- Safatcheeeeeeenho! Esse é meu?
- Tudo não. Peraê.

Abriu a caixa discretamente e tirou um dos embrulhos.

- Hummm, lingerie mesmo. Quando vi os furinhos, achei que tinha um bicho aí dentro.
- É. Antes de escolher a lingerie eu ia trazer uma cobra pra você se enrolar.
- Ui, só aceito se for um cobrão!
- É enooooorme!

- Uuuuuuui!

O clima prometia. Várias piranhas, várias gostosas e em todas as rodinhas o assunto era sexo ou algo relacionado a ele.

“Adooooooooooooooooooooooooro!”

- Colé, amigo. Já se ligou nos papos?
- Claro. Tava pensando nisso aqui agorinha.
- Já viu aquela ali?
- Gigante, né?
- Puta que pariu. Passo tudo que é meu pro nome dela.
- Será que as convidadas também desfilam de lingerie?
- Deeeeeeeeeuzducéu!
- Podia, né?
- Nem brinca, cara. Nem brinca.

A outra das gêmeas apareceu. Reconhecia as duas por uma pinta no peito. Aliás, boa desculpa.

- Porra, nem cheguei e tu já tava olhando pro meu peito?
- É pra saber se era você ou sua irmã.
- Aqui na bochecha tem pinta também, ó.
- É, mas essa é mais fácil. O olho já vai sozinho.
- HAHAHAHAHAHAHAHA. Tarado! Trouxe alguma coisa pra mim?
- Aham.

Abriu a caixinha de novo e tirou o embrulho.

- Não olha agora não. Deixa pra hora de experimentar.
- Tá bom.

Não sabe porque isso acontece, mas em casa de mulher solteira sempre tem muuuuuuuuuuuita bebida. O amigo, que não agüenta porra nenuhma, já estava falando enrolado.

- Bicho, muito doido, bicho.
- Já, cara?
- Pô, já.
- Vê se não vai pagar mico, pelo amor de Deus.
- Tranqüilo, tranqüilo.

Uma senhora com toda a pinta de cafetina pediu a atenção.

- Gente, gente… todo mundo pra cá. Vamos começar o chá das meninas.

O amigo não se conteve.

- Aêeeeeeeeeeeeeeeeee
- Shhhhhhhh! Porra, moleque!

A cafetina continuou.

- Vamos organizar aqui. Vou pedir ao pessoal que passe todos os embrulhos pra cá pra gente começar. A medida que elas forem abrindo, vão experimentar e mostrar aqui pra gente, tá?

Com todo mundo assentindo com a cabeça, estava tudo pronto pra iniciar a festinha.

- Porra amigo, Madame Zoraide tá foda ali, hein?
- HAHAHAHAHAHAHAHA. Puta pinta de dona de bordel, né?
- Totaaaaaaaaaaal!

As gêmeas vieram. Justiça seja feita, não eram nenhuma Luize Altenhofen de cara, mas eram bem gostosas. E eram gêmeas, né?

- Anda, mãe!
Os dois caíram na gargalhada.
- Pfffffffffffffff! KKKKKKKKKKK

- A primeira é pra Andressaaaaaaaaaa!

A loirinha começou a desembrulhar o pacote olhando curiosa lá pra dentro. Puxou um conjunto de calcinha e sutiã. Com pinta de muito caro, mas grande.

- Porra, calçola da vovó? Cadê as string, porra?
- Cala a boca, moleque!

O amigo já dava pinta de que ia dar trabalho. E olha que não queria que ele fosse.

- Cara, segura aonda aí.
- Tô na moral, cara. Tô na mor… QUE EEEEEEEEEEESSO!

Não deu tempo de terminar a frase e a primeira das irmãs voltou pra sala com o primeiro modelito do desfile. Deliciosa.

- Cara, a festinha promete!
- Puta que pariu! Tô mal da cabeça aqui.
- De cima ou de baixo?
- De cima. A de baixo tá bem.
- HAHAHAHAHA

A outra irmã abriu seu primeiro embrulho. Foi lá pra dentro se trocar. Ele resolveu palpitar.

- Galera. Tem coisa pra caramba e elas tem que entrar, trocar e voltar a cada vez. Não é melhor se elas entrarem juntas, cada uma com o seu modelito?
- Éeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

O amigo, já com a língua completamente enrolada, o cutucou.

- Cara, você é um gênio. Mas eu não sei como você consegue dizer isso com essa cara da pau.
- Anos de treino, fio!
- É, né?

Nessa hora, a amiga da grandona que subiu com eles no elevador veio pra perto.

- E aí, meninos? Adorando, né?
- Muita coisa.
- Dá pra ver na cara de vocês.
- Pô. Eu crente que tava discreto.
- HAHAHAHAHAHA. Tá sim. Só falta babar! HAHAHAHAHAHAHA.

O amigo já foi de mãozinha boba nas coxas da morena. Ela segurou a mão dele e colocou entre as pernas.

- Opa!
- Gostou?
- Aham.
- Pois é. Mas tira. Gosto do mesmo que vocês.
- Sério?
- Aham. Vim pra cá pra babar junto.
- Putz.

O comentário deu o alerta. Começou a reparar nos gestos pouco delicados de grande parte das meninas. O amigo, apesar de bêbado, leu os seus pensamentos.

- Amigo, essa porra é festa de sapatão?
- Me bateu essa mesma dúvida aqui agora, fio.
- Porra, só falta.
- Ué, na pior a gente memoriza e guarda pra punheta em casa. Não vim achando muito provável pegar ninguém de calcinha e sutiã mesmo.
- Se liga, ó. Teu embrulho.

A primeira das loirinhas levou a caixa lá pra dentro. Do quarto se ouviu um “Eeeeeeeeeeeeeeeita!”

Ela voltou na sala.

- Gente. Esse eu vou ficar devendo. Não posso vir pra sala assim.
- UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU.
- É sério.
- UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU.
- É muito indecente!
- Mostra! Mostra! Mostra!
- Ai… Tá.

Enquanto ela foi lá pra dentro, a sapatinha perguntou.

- Esse é o seu, né?
- Aham.
- Então tá. Vamos ver se você tem bom gosto.
- Tomara que tenha.

Quando a primeira das irmãs entrou na sala, algumas ficaram na dúvida se era esse o comentado modelito. Não conseguiam distinguir entre as irmãs.

- Ah, não tem nada de indecente.
- Esse é o meu, o indecente é o da minha irmã.

A outra apareceu. Histeria na sala.

- UHUUUUUUUUUUUU!!!

O amigo, que já estava meio cochilando, acordou.

- Caralho, agrediu!
- Gostou?
- Porra! Dava meu cu pra dormir aqui hoje.
- Cuidado com essa promessa. Tá cheio de mina esquisita aqui hoje.
- Ih é. Melhor não.

A loirinha estava espetacular. Um erro de calculo nas medidas da moça deixou o corpete justo demais em cima. Os peitinhos quase pulavam.

Teve a brilhante idéia.

- Galera, tô achando esse desfile meio devagar. Posso colocar um sonzinho?
- ÊEEEEEEEEEEEEEEE!!!

Foi para o computador e o amigo foi atrás.

- Aposto que vem Britney.
- Claro. Mas antes tem outros, ó.

O computador das meninas estava cheio de Piriguete Music. Nelly Furtado, Pussycat Dolls, Rihana e Fergie.

- “Fergalicious” ou “Naughty Girl” pra começar?
- Pô… Beyonce, né?
- É nox.

“I live to love you babyyyyyyy…”

Mal a música começou e as amigas das gêmeas já abriram uma rodinha.

- Aê… essas minas tudo querem dar.

Apesar do português de difícil compreensão (com desconto, dado o teor elevado de álcool naquela hora), o amigo desenvolveu um curioso dom de adivinhar o que ele estava pensando.

A primeira entrada das irmãs com trilha sonora foi arrasadora (com S, lembrem-se sempre disso).

- Caralho, amigo… vou ali ao banheiro tocar uma punheta e já volto. Meu saco tá doendo.
- Tá foda, né?
- Poooooourra!
- Vai lá.

Com o amigo no banheiro, a morena colou a coxa na dele.

- Passando mal, né magrinho?
- Pô… fiquei sabendo dessa festa na última hora. Só de me explicarem o que era, eu já fiquei de pau duro.
- Deixa eu ver.

A patolada-surpresa o pegou desprevenido.

- Achei que você não gostasse de piroca.
- Não é que eu não goste, mas acho homem trepando muito bruto. Se vocês soubessem ser mais carinhosos, acho que ia ter bem menos lésbicas no mundo.

“Toda lésbica é mal-comida!”

Vontade de falar.

- É mesmo? Pô, eu sou o carinho em pessoa.

Vontade de rir. De novo.

- Jura?
- Aham.
- Até que eu enchi bem a mão. Bem-dotadinho, hein?
- Magrelo, né bebê? Esses caras muito fortes precisam de muito sangue pra irrigar o corpo. Aí não sobra pra encher onde deve.
- É. É uma teoria que parece fazer um certo sentido.

Ao contrário da amiga “ném”, essa até falava direitinho. De quebra ainda podia semear uma foda à três, ou à quatro, caso as gêmeas animassem de testar os presentes.

Interessou.

- Se você continuar esfregando, vai espirrar na sua mão. Já tava com o pau duro aqui faz tempo.
- Ui, promete?
- Vai brincando, vai.

Aos poucos, o desfile foi virando bailinho. As meninas que estavam assistindo, começaram a dançar também. Parte por conta da bebida, parte por querer participar da festa. O amigo voltou do banheiro e tomou um susto quando viu a menina com a mão no pau dele.

- Ué? Você não gostava de buceta?
- Aham. Ele me disse que era transex.
- HAHAHAHAHAHAHA.

Enquanto o bailinho ia animando, ele veio falar com o amigo.

- Cara, as minas estão ficando doidaças.
- Já vi.
- Mas tu já se deu bem aí, né?
- Não sei se aqui. Tô achando que vai virar putaria generalizada.
- Tomara.

Quando a morena começou a dançar na sua frente, teve mais uma idéia brilhante.

- Quero ver a sua.
- A minha o quê?

Sem responder, levantou a sainha. Assanhada, a morena foi dançar com as gêmeas. Rápido, mais duas animaram e ficaram de calcinha também. Aos primeiros acordes de “Toxic”, alguns sutiãs começaram a rodar, entre eles, o de uma das gêmeas.

- Só Britney expulsa as santinhas das pessoas, amigo.
- Obrigado, cara! Vou te confessar que dormi no vaso aquela hora. Quase perdi essa parte da festa.
- Porra, fode-e-dorme eu já conhecia, mas toca-punheta-e-dorme é foda, hein?
- HAHAHAHAHAHAHAHA. Quase, amigo. Quase.
- Vou me infiltrar ali, ó.
- Boa!

A morena, ex-sapata, a essa altura já estava com os peitões de fora. Marquinhas de biquíni mínimas. Quando ele chegou perto, ela já foi tirando sua camisa.

- Ih caralho, chá de cueca agora?
- ÉEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!

Por sorte, já estava mais pra lá do que pra cá. Entrou na onda go-go boy e foi dentro. A morena o abraçou por trás e a loirinha sem sutiã se encaixou rebolando na sua frente. Puro clima “despedida de solteiro no escritório”. Alisou o peito da loirinha (que tinha, sim, o bico rosa. Marrom porra nenhuma) enquanto colocava a mão por dentro do elástico da calcinha e puxava ela bunda adentro.

“rrrrrrrrrrrraaaaccc”

Rasgou. Jura que foi sem querer, mas se soubesse que a loirinha ia continuar dançando sem calcinha, teria feito antes. E de propósito.

O amigo, que já estava em outro trenzinho, passou do lado dele e agradeceu.

- Obrigado, cara!
- Obrigado o caralho. Ia me limar da festinha.
- Pô…
- Pô nada. Foda-se você!

Voltou a dançar com as duas. Quando Kylie Minogue começou a cantar, beijou a gêmea. A morena, por trás dele, apertava a bunda dela e mordia o pescoço dele.

- Quero um beijo a três.
- Fácil!

“Slow down and dance with me,… yeah! Slow!”
As três bocas se juntaram. Aliás, as deles e a de um monte de gente. Não tinha reparado ainda, mas a festa estava uma pegação generalizada. Em um canto da sala, o amigo já estava pelado, ganhando boquete de uma e beijando duas. Ficou com inveja.

- Vamos pra cozinha?
- Não. Faz o que você tiver que fazer aqui.
- Tem certeza?
- Aham.

Enfiou o dedo no cu da loirinha e puxou pra cima pra fazer ela empinar. O grito chamou a atenção da sala inteira.

- UHUUUUUUUUUUUUUUU!!! Dá nelaaaaaaa!

Resolveu colocar a morena na brincadeira.

- Você não queria ter um pau? Pega o meu e coloca na tua amiga.
- Hummmmmmm…

Mal a menina segurou sua pica, ele sentiu que já estava pra gozar (o que seria uma vergonha, dada a quantidade de meninas assistindo a cena). Pensou em coisas broxantes e continuou com as instruções.

- Abre a xoxota dela e vai colocando devagar.

A morena colocou carinhosamente a mão entre as pernas da amiga. Ele corrigiu.

- Isso aqui é puta! Mete a mão nela que nem homem. Assim ó.

Quando segurou a loirinha pelo meio das pernas, ela jogou o pescoço pra trás.

- Ó, tá pedindo pra você puxar o cabelo dela.

A morena colocou a cabecinha do pau dele entre as pernas da amiga. Quando ela começou a empurrar pra dentro, ele parou.

- Pára o pau aí e vem puxando ela pelo cabelo. Deixa que ela vai se encaixar.

A foda já tinha virado a atenção da festa. Ele sempre teve esse fetiche, de trepar com um monte de gente olhando. Uma platéia de bissexuais era melhor ainda. Por mais que elas esfregassem o bombril umas nas outras, uma hora iam querer pica.

Quando o pau entrou na loirinha, as pernas dela arquearam.

- Meus braços são os seus agora. Segura ela pela bunda e bota pra quicar.

Os mamilos da morena espetavam-lhe as costas. Enquanto ela segurava, puxava e empurrava a loirinha pelo quadril, ele colocou as mãos para trás e a enfiou dentro de sua calcinha, previsivelmente ensopada.

A outra das gêmeas, assim como várias das convidadas, se masturbava olhando o trio. Tentou a colocar na brincadeira também.

- Vem.
- Com a minha irmã não.

Razoável. Esse tipo de coisa não acontece. Nem nesse blog.

Outra das amigas se juntou à eles e agora beijava a morena, que já estapeava a loirinha por trás e a puxava contra ele como se o pau fosse realmente dela. Sentiu o gozo da gêmea lhe escorrer até os joelhos.

Ele também iria gozar a qualquer momento.

- Bota ela pra chupar.
- Aham.

A morena puxou a amiga pelos cabelos e a fez ajoelhar. Era nítido que ela realmente já tinha sonhado fazer isso antes. Segurou a cabeça pelos dois lados e puxava, fazendo-a engasgar com o pau na garganta, exatamente como as mulheres dizem pra gente não fazer.

Sentiu que era a hora.

- Esse pau é seu. Toca uma punheta e goza na cara dela.

Nessa hora, a outra das gêmeas (que já estava com a mão toda entre as pernas) se juntou.

- A gozada eu também quero!

Pararam as duas gêmeas ajoelhadas. A morena gemia enquanto ele a masturbava, batendo com o pau na cara das gêmeas e dando, hora para uma, hora para a outra, pra que elas colocassem na boca. A segunda das loirinhas, que de início não queria participar, parecia querer tirar o atraso, arrependida por ter demorado tanto pra mudar de idéia.

O primeiro jato veio certeiro. Bem no olho. Enquanto o pau espirrava, a morena gritava e apertava com força sua mão entre as pernas enquanto gozava junto. A que tomou no olho parecia meio tonta e a outra chupava, batia com o pau no rosto e lambia a porra da cara da irmã.

Nessa hora, a quietude da casa deu lugar a uma gritaria que parecia gol em copa do mundo. A morena se ajoelhou e foi dividir com as loirinhas o líquido branco que escorria das duas. O amigo, que já estava chupando uma enquanto a outra o cavalgava, também terminava o serviço e recebia os mesmos aplausos. Pela casa, várias meninas se masturbando e outras se pegando, uma puxando a calcinha da outra, espécie de “Internato Cássia Eller Para Moças”.

Coisa linda de se ver.

Ele e o amigo dormiram lá. Cada um com uma das loirinhas que, apesar das inúmeras tentativas, não quiseram dar juntas nem por decreto.

Pelo menos valeu pelo desfile privê de todas as lingeries de novo.

Já de manhã, os dois se despediram das duas. Enquanto tomavam o 457 rumo ao Méier, veio a melhor revelação da noite.

- Porra, amigo. Essa a gente tinha que ter filmado. Eu ia tocar punheta pro resto da vida vendo isso.
- É né? Então tua punheta tá garantida. Abre aí a caixa que você achou que tinha um cachorro. Vê porque ela tem um furo.
- Caraaaaaaaaaaaaaaaaalhooooooooooooooooo! Te amo, cara. Tu é foda!

 

Copiado descaradamente do http://leandroravaglia.blogspot.com/

Agosto 26, 2008 - Publicado por Mestre dos Magos | Sem-categoria | , , , , , , | 1 Comentário

1 Comentário »

  1. Oi, sou Dunia Montenegro, atriz de filmes para adultos e acabo de lançar um novo blog que gostaria de divulgar http://duniamontenegro.wordpress.com/
    Obrigada! Dunia

    Comentário por duniamontenegro | Setembro 9, 2008


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